quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Imenso mar que me revoltas...



Ups...caí novamente…
Magoei, doeu…
Ainda dói, muito…mais do que poderia pensar,
Mas não tarda e este pesadelo vai passar!


Em nobre conversa,
Ouvi e saboreie a beleza de ti.
Guardei na memoria e não esqueci,
Esse homem tão bom que conheci.

O tempo passou…
A vida mudou..
Mas quis o destino que te encontrasse
E que o homem bom me deslumbrasse

Tu…
Nobre de princípios,
Essência simples, pura e absorvente
Um encanto sofrido mas sereno,
Marcado pela vida que muito educou.

Mais um tempo passou,
E então tudo despoletou…

Ah…é tão bom recordar!
Não.
É bem melhor esquecer.
Esquecer aquele momento,
Esquecer esse sentimento.
Apagar de mim o veludo de ti.

Ah…como era bom,
Se o mar voltasse a brindar,
A paz, a alegria, a plenitude
Não.

As ondas do mar levaram-te
Mas deviam ter levado também
A tua lembrança…
Podiam ter sugado contigo,
O cheiro que me continua a inebriar.

Ah…imenso mar que me revoltas,
Muito feliz me presenciaste,
Mas muito triste me deixaste.

Quando penso,
Sinto a tua água salgada e gelada,
A percorrer a minhas veias,
Como vidros que me querem cortar.

Mas...Eu não vou deixar,
Não vou permitir que tu,
Fascinante Ilusão “coupé”,
Me enfraqueças,
Que me leves de novo para o fundo,
Onde tanto lutei para subir e erguer.
Não!
Não vou sucumbir à desilusão.
Não!
Recuso a paixão!

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