quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Obrigada...

Richard,
Não tenho por hábito agradecer os comentários, leio com muita atenção e valorizo imenso tudo quanto me dizem.
Contudo, eis que surge a excepção...o teu comentário senti-o de forma especial.
No dia que te conheci, o dia anterior à partida prolongada da Tânia, estava a sofrer muito e por várias razões. Um sofrimento que já quase ultrapassava a capacidade do meu coração, de tal forma que, apesar de não me conheceres, percebeste.
Sabes...eu não costumo transparecer o que sinto, dificilmente desabafo e muito menos mostro que estou triste.
O meu lema é que, jamais permitirei a felicidade de alguém se a sua depender da falta da minha, ou seja, a minha tristeza jamais fará alguém feliz!
Bem sei que parece duro, mas este mundo é um pouco macabro e, por muito bom coração que ainda possa ter, não me permito a ilusões de um mundo cor de rosa, "repleto de gente boa".
Costumo até dizer que, o mundo é como uma estrada separada por uma contínua, os amados e os mal-amados. Os de bem, os amados, amam a vida, a sua vida e a dos outros, preocupam-se e fazem o bem pelo bem. Do outro lado, está o espelho do primeiro, os frustrados, os mal amados que amam o que os outros amam, usam as pessoas como objectos de elevação, eles sobem, mas calcando, não ultrapassando por mérito, enfim, para os quais o amor é um fim, não um meio para a felicidade. Uso o termo amor, não só o romântico, mas como o sentimento humano mais puro e verdadeiro.
Bom...por tudo isto e também pelos que me amam, nunca mostro os meus sentimentos de tristeza, uso a máscara da boa disposição e bem-estar, sempre com um sorriso e uma boa conversa.
Nesse dia, eu não conseguia, a máscara já não se segurava mais e enquanto estavamos na esplanada, eu olhava o mar e cada vez me afundava mais na tristeza.
O fascinante é que, quando foste ver o blog, comentaste precisamente o texto que escrevi nesse momento, quando me viste a pegar na caneta e papel e começar a escrever. É assim que faço quando não estou bem, passo a tristeza para o papel ou para a tela.
Contudo, ainda mais fascinante e o motivo pelo qual estou a escrever assim, é que quando li o que escreveste, a versão cor de rosa do meu texto cinzento, eu percebi o quanto escuro estava esse texto, esse dia, esse sentimento.
Sinceramente...Obrigada!

Liliana Ferreira

2 comentários:

Liliana Castro disse...

Gosto imenso dos teus textos... São bastantes profundos...cheios de sentimentos e emoções... Simplesmente adoro os textos...bj grande

Unknown disse...

Bem...antes de mais nada Obrigado. Acho que não disse nada de mais nem sou nenhum Guru que revolucionou a tua vida lolo Mundo cor de rosa??? de jeito nenhum, somos nós que escolhemos e criamos o Mundo em que queremos viver, por isso o que disse não é cor de rosa mas sim BEM REAL basta acordar e não achar que o mundo acordou para nos tramar como dizia o Sir Bob "GET UP STAND UP, STAND UP FOR YOUR RIGHTS! GET UP STAND UP, DONT GIVE UP THE FIGHT!".... Acho que qualquer pessoa com um pouco de atenção reparava nisso, nessa tua insegurança aserio. Por exemplo quando me desenhaste a casa reparei que o telhado encontrava-se desproporcional ao resto da casa, como se necessitasses de um refugio, as pessoas não necessitam falar muito. Ok com isto quero dizer que os arquitectos não são somente uns tipos porreiros que fazem obras para as revistas xpto e uns desenhos porreiros....ehehehehe
Experimenta um dia escrever sobre o que te faz mesmo feliz;)